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REVIEW: HEROES OF MIGHT AND MAGIC III – RPG MEDIEVAL DE ESTRATÉGIA

Mapas para explorar. Castelos para conquistar. E uma caça ao tesouro, em busca de um valioso Graal. Estes três elementos são essenciais para compor um bom jogo de RPG ambientado no período medieval e que prima pela estratégiaHeroes of Might and Magic entrou em cena em 1995 com versões para DOS e Windows.

Foram lançados ao todo cinco games, sem contar as suas expansões, mas o que merece maior destaque é o terceiro da série, versão mais jogada de toda a saga.

A história do jogo se passa em uma série de sete campanhas, tendo como pano de fundo o continente Antagarich. Durante as campanhas, a história é contada a partir de diferentes pontos vista, onde os jogadores podem controlar vários heróis e castelos.

Apesar de relativamente antigo, o jogo tem bons gráficos e a jogabilidade é enriquecida por táticas de combate e estratégias para desvendar o mapa. A vez de cada jogador é dividida por turnos, e ele pode optar pelos modos singleplayer, enfrentando apenas o computador como adversário, ou multiplayer, para desafiar amigos ou torná-los seus aliados. Para quem preferir, também tem as campanhas. Tal como acontece em toda a série, o objetivo é conduzir o herói, junto a uma tropa de criaturas mágicas, guerreiros e arqueiros, à conquista dos castelos inimigos, à eliminação de todos os monstros do jogo ou à busca do Graal, cuja localização é indicada por obeslicos, através de um quebra-cabeça. A missão vai depender do mapa escolhido. Cada um tem suas peculiaridades e pode oferecer, inclusive  o modo cooperativo, com a ajuda de um ou mais aliados, “controlados” por amigos ou pelo próprio computador. Mas atenção! Ao perder seus heróis ou suas cidades, vulgo castelos, é game over.

Veja também a evolução do game desde seu lançamento até sua última versão no vídeo abaixo:

Existem dois níveis no mapa – a superfície e o subsolo, que pode ser acessado através de passagens subterrâneas e portais. Através das cidades, você pode angariar fundos, adquirir novas magias e recrutar criaturas para formar exércitos, além de ter um local seguro para a última cartada contra um inimigo invasor. Ouro e recursos ajudam na construção de novas estruturas. Pedra e madeira são itens indispensáveis para o desenvolvimento da maioria das cidades. Alguns exigem ainda recursos raros, como mercúrio, cristais, gema ou enxofre.

Com o Graal, basta levá-lo até sua cidade para criar uma estrutura especial, diga-se de passagem, moumental que, além dar aquele ar da graça no castelo, servirá como um verdadeiro pote de ouro. Afinal, não é novidade que qualquer construção com o Graal fornece adicional de 5.000 em ouro e aumenta em 50% a produção semanal das criaturas. Parece pouco? Pois ele faz mais! Cada cidade ganha um bônus exclusivo, de acordo com o tipo de castelo, como o Skyship no Tower, que revela todo o mapa e adiciona 15 pontos de conhecimento a heróis que estão defendendo o castelo em caso de cerco, ou o Aurora Boreal no Conflux, que lhe permite aprender todas as magias. Cada cidade também possui dois tipos de heróis associados, um com habilidades voltadas para o combate, e outros especializados em magias.

Dependendo dos ataques corpo a corpo ou do uso das magias, você pode vencer ou ser derrotado por um inimigo. Para saber o que é melhor neste ou naquele combate, é preciso avaliar os pontos que o inimigo tem de ataque (Attack), defesa (Defense), magia (Spell Power) e conhecimento (Knowledge), além das características de cada criatura do campo de batalha. Cada uma tem uma habilidade especial, que evolui à medida que uma grande quantia é acumulada. Existem sete tipos diferentes, cuja força aumenta de level a level.

Veja o Trailer Oficial de Heroes of Might and Magic III logo abaixo:

Há magias específicas para cada tipo de inimigo, algumas designadas para enfrentar dragões, outras que não surtem efeito em elementais por exemplo. Além das lutas para que o herói passe de level, há baús espalhados pelo mapa que oferecem duas opções: pontos de experiência ou dinheiro. Cabe a você definir qual a prioridade daquele momento.

A cada level up, você pode escolher entre duas habilidades, algumas elevam o poder das magias, inclusive a especialidade em uma escola elementar, outras aumentam sua capacidade de liderança, ataque ou defesa, e montagem de táticas, além de melhorarem a precisão na hora de usar arqueiros ou até dar domínio de certas máquinas que podem curar, atacar, suprir munições ou colocar um castelo abaixo.

Cuidado! Depois de escolhidas, as habilidades são permanentes e apenas um número limitado pode ser aprendido. Portanto, atenção antes de escolher.

No caminho, também há artefatos, que podem ser “dropados” pelos inimigos ou estarem guardados por criaturas que ficam espalhadas pelo cenário, vigiando ainda minas de recursos – que serão importantes para evoluir castelos e criaturas e comprar magias.

O jogador deve localizar minas e marcá-las para receber recursos provenientes dela diariamente. Os artefatos concedem atributos ao herói, reforçando as habilidades que ele já tem e inserindo novas. E o melhor, nas expansões, eles podem ser combinados, gerando itens ainda mais poderosos.

Gráficos à parte, a trilha sonora também merece destaque, especialmente quando se trata dos efeitos, como o som das patas do cavalo cada vez que você controla seu herói, de cada item coletado, dos poderes de cada criatura, além das músicas particulares de cada castelo.

A série produzida pela 3DO atingiu seu auge com o lançamento do Heroes of Might and Magic III, que ofereceu os players um prato cheio de criaturas mitológicas, castelos e heróis. O game tem três pacotes de expansão: The Shadow of DeathArmageddon’s Blade, esta com um castelo adicional – o Conflux – e, consequentemente, novas criaturas, e Heroes Chronicles, além de um adicional não-oficial criado por fãs, intitulado In the Wake of Gods.

Veja todas as cinematics já criadas do game em todas as versões do mesmo:

Era uma vez… nove castelos

Castle, o reino mais poderoso.

E não é a toa que recebe este título, todas as sete unidades, predominantemente humanas, são boas e funcionais para as mais variadas estratégias. Bons arqueiros, grifos e guerreiros prontos para o combate corpo a corpo. Ótima pedida para iniciantes, além de forte aliado para veteranos.

Destaque para o Archangel, ser supremo em relação às demais entidades de mesmo level de outros castelos. É disparada a melhor unidade do jogo. Mais rápida, mais forte, mais isso, mais aquilo. E ainda aumenta o moral dos aliados, sem contar a chance de poder ressuscitar aliados. No entanto, a qualidade tem um preço. Para recrutá-lo, é preciso ouro e gema.

Rampart, precisão na artilharia.

Aqui reina a temática da natureza. Várias estratégias podem ser utilizadas. É o melhor lugar para acumular recursos, já que conta com uma fonte extra de abastecimento: o Treasury. O castelo tem boa resistência a magias e alterna unidades rápidas – Pégasus, Unicórnios, Centauros e Dragões – com outras mais lentas – Duendes e Árvores – mas os arqueiros, representados por elfos, merecem atenção especial.

Os Grand Elves, evolução dos arqueiros de orelhinhas pontudas, quando bem “posicionados”, ou seja, bem pensados estrategicamente, defendem seu castelo como ninguém. Com grande poder de “fogo”, afinal, têm duplo ataque, perdem apenas na defesa, pouco HP.

Tower, evocação de magias.

O castelo com o maior número de arqueiros. Level 1, Gremlim; level 4, Mage e level 7, Titan. Esta é a cidade das magias.

Além de chegar até o já tradicional nível cinco, como acontece com todos os castelos, ao construir o Library, você pode aprender um feitiço extra a cada nível, cujo custo é barateado com a aquisição dos Arch Mages. E mais um bônus. Com o Wall of Knowledge, os heróis ganham mais 10 de mana.

O Master Genie também pode evocar magias. No entanto, há um preço caro. Então, para evoluir e construir, tenha certeza de que gastará muito para chegar lá. Destaque para o Titan, quem mais? Para quem gosta de arqueiros, eis o melhor.

Fortress, a defesa acima de tudo.

Representa uma verdadeira fortaleza, quase que intransponível. Um castelo complicado para quem não gosta de esperar o avanço do inimigo para atacar, já que conta com criaturas, em geral, lentas e HP baixo.

Afinal, a prioridade é a defesa, é esperar o movimento do inimigo até chegar o momento ideal de atacar. Estratégia é primordial para conduzir bem esta cidade. O exército é composto por répteis e criaturas venenosas, oriundas do pântano.

É um dos locais mais baratos para evoluir. Basta ter madeira. Destaque para o Mighty Gorgon. Apenas um tem efeito devastador, imagine um grupo. Um simples ataque tem 10% de chance de matar qualquer inimigo.

Stronghold, dois pesos e duas medidas.

O castelo dos contrastes, das criaturas tribais associadas à barbárie. Ao mesmo tempo em que o dano das criaturas pode chegar às alturas, a defesa das unidades expõe a fragilidade do exército.

Tática e estratégia são palavras de ordem. Também é preciso saber a hora certa de avançar. Com poucas perdas e em grande número, o castelo pode se tornar invencível. Os arqueiros dão uma boa cobertura, mas não são os melhores.

Utilizado com inteligência, o que mais se destaca é o Ancient Behemoth. É o mais fácil de se obter quando se trata de uma unidade do level 7, o que contribui para grandes aquisições.

Dungeon, a cidade subterrânea.

A mitologia reina neste ‘mundo’, com Medusas, Minotauros e Scorpicores, que lembram quimeras. Criaturas perigosas e extremamente versáteis, cheias de olhos como o Evil Eye, arqueiros certeiros, e um poderoso Dragão Negro.

Este castelo é o legítimo estrategista, agrada a gregos e troianos. Uma das estruturas do castelo dobra os pontos de magia e outra ainda dá 1.000 de experiência aos heróis que ali chegarem.

As Harpys retornam à posição inicial a cada ataque, dando o ‘título honorário’ de arqueira, mas de tiro curto. Mas o mais poderoso mesmo é o Black Dragon, talvez o segundo level 7 mais forte do jogo, imune a todos os tipos de magia.

Necropolis, a cidade dos mortos.

O que mais chama a atenção é o clima fantástico criado pelo visual atribuído ao castelo. Sua trilha musical, o desenho escuro da cidade, as criaturas com aura assustadora, como Zumbis, Esqueletos e Bruxas. Uma cidade única, diferente de qualquer outra.

Todos estão mortos. Boa parte das magias não os afeta. Nenhuma das unidades tem moral, ou seja, sem turno extra. A Arch Lith, arqueiro do grupo, é capaz de causar danos a mais de um oponente em um só ataque, basta que os inimigos estejam agrupados.

O Vampiro é um dos seus piores inimigos, evoluído e em grande quantidade, rouba vidas e se regenera. O Dread Knight é o mais poderoso.

Inferno, querido fogo amigo.

As habilidades de cada criatura neste castelo são pouco funcionais, o que o torna um dos menos populares, mas por quê? A Imp, quando evoluída, só serve para drenar mana quando heróis inimigos usam magias.

O único arqueiro, o Gog, como se não bastasse ser apenas de level dois, pode acertar inclusive os aliados que estiverem próximos ao inimigo escolhido como alvo. O lado bom é que ataca mais de um de uma vez. O Demon não tem habilidade especial. O Pit Lord também, exceto pela capacidade de reviver Demons, mas em pequena quantidade.

Talvez o maior bônus esteja no Gate, que liga um Inferno a outro, caso você tenha mais de um.

Conflux, o império dos elementais.

Uma das maiores novidades da expansão Armaggedon’s Blade foi a introdução deste castelo, que integra unidades baseadas nos quatro elementos da natureza – Air Elemental, Water Elemental, Fire Elemental e Earth Elemental – e traz de volta personagens de jogos mais antigos da série, como a Sprite e a Fênix, além de apostar em mais um elemental – o Magic Elemental – que pode atingir mais de um inimigo próximo num só ataque.

Os heróis já começam com mais skills primários que os demais e ainda conta com o up da Magic University. Air e Water, quando evoluídos, se transformam em poderosos arqueiros, equiparando o nível entre todos os elementais.

Há também muitas criaturas consideradas “neutras”, aquelas que não associadas a qualquer tipo de cidade, que podem ser recrutados em locais especiais no mapa do jogo. Vence quem monta a melhor estratégia.

Claro que a escolha vai depender do tipo de estratégia que você quer utilizar. Para quem prioriza a força, o Castle é a melhor opção. Para o uso de magias, o Conflux e o Tower respondem bem.

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